Ninguém gosta de chegar a um destino de sonho e sentir que, nos primeiros dias, não consegue aproveitar ao máximo as férias pelas quais tanto esperou. Se vai viajar para fora este verão, siga estes três simples passos e previna o jet lag! 😎
Primeiro: o que é o jet lag?
O jet lag é o efeito que sentimos no corpo depois de viajarmos entre fusos horários diferentes. Normalmente, basta uma diferença horária de 2 horas para ter algum impacto na maioria das pessoas. Mas, como é óbvio, quanto mais longe for o destino, pior vai ser o jet lag.
Por exemplo, nas viagens para Este (em direção à Ásia) o dia “fica mais curto”. Quando chegamos ao destino, a hora de dormir chega mais cedo do que o normal. Daí termos mais dificuldade em adormecer! E depois, no dia seguinte, é preciso acordar com o novo horário, ou seja, acabamos por dormir menos do que realmente precisamos e a que o nosso corpo está habituado.
Já nas viagens para Oeste (em direção às Américas), a adaptação costuma ser mais fácil. Ao chegarmos ao destino, os dias “ficam mais longos” e a hora de dormir acontece mais tarde. Neste caso, é-nos mais natural sentir sono, adormecer, descansar bem e acordar no novo horário!
O jet lag acontece porque, como sabemos, o corpo funciona segundo um “relógio interno” de 24 horas, que se ajusta com a luz do dia e com a escuridão da noite. Ao longo desse ciclo, várias funções do nosso organismo vão mudando – como as hormonas, a temperatura corporal e os níveis de açúcar no sangue. E são exatamente essas mudanças que influenciam quando sentimos sono e quando nos sentimos mais despertos – o tão conhecido ritmo circadiano.
Como perceber se tem jet lag?
O jet lag não é grave, é apenas algo que o pode deixar bastante desconfortável durante os primeiros dias, desaparecendo sozinho quando o corpo se ajusta às mudanças de horário e de rotina.
Em alguns casos, o jet lag pode causar enjoos, mau humor, cansaço, alterações no apetite e, claro,
dificuldade em dormir. No entanto, o sintoma mais comum é o facto de sentir muito sono durante o dia e, mesmo assim, ter dificuldade em adormecer quando se deita!
Atenue os sintomas em 3 passos
A boa notícia? Assim que o seu corpo se adapta ao novo fuso horário, todos estes sintomas chatos acabam por passar naturalmente! No entanto, se as férias forem curtas, o ideal é ajudar essa adaptação a acontecer o mais rápido possível, para que consiga aproveitar a viagem ao máximo.
Nesse caso, temos três dicas que o podem ajudar!
🕖 Ajuste a sua rotina de sono alguns dias antes da viagem
Aos poucos, comece a ajustar a sua rotina de sono, dependendo do seu destino final, indo um pouco mais cedo ou mais tarde para a cama e acordando também nesse novo ritmo. A ideia aqui é ir “entrando” no horário do destino antes mesmo de lá chegar!
Se vai para Este, deite-se e acorde mais cedo. Se vai para Oeste, faça o oposto. Mas lembre-se: mesmo que não consiga mudar completamente a sua rotina de sono, o seu corpo vai agradecer imenso estes pequenos ajustes!
Apanhe sol assim que conseguir
No primeiro dia, o ideal é ajudar o seu corpo a “entrar no novo horário” o mais depressa possível. E isso faz-se muito melhor e mais rápido ao ar livre! Esqueça a ideia de ir descansar para o hotel – em vez disso, passeie, conheça a cidade, sente-se numa esplanada ou explore um parque. Quanto mais contacto tiver com o exterior, melhor!
A luz natural ajuda a regular o ritmo circadiano e faz com que o seu corpo perceba quando deve estar desperto e quando deve começar a relaxar.
🥗 Coma refeições leves e beba muita água
Dentro de um avião o ar é bem mais seco, desidratando o nosso organismo e aumentando a sensação de cansaço – o que só piora a situação, pois já temos de nos adaptar a um novo fuso horário.
Por isso, beba bastante água durante o voo e, se comer, escolha refeições leves e equilibradas. Ah, e
evite o álcool e a cafeína, especialmente nas horas antes de descansar.
Deixamos um lembrete: cada viagem é única e cada pessoa tem o seu próprio ritmo. O que funciona para uns pode não funcionar para outros e o que resulta perfeitamente numa viagem pode não resultar na próxima – e está tudo bem com isso. O importante é ouvir o seu corpo, respeitar o que lhe pede e ajustar-se ao jet lag ao seu ritmo.
Boas férias e boas viagens!
